Quando o corpo se confunde, o cuidado precisa de precisão
Nas doenças autoimunes, o sistema imunológico ataca o próprio organismo, e os sinais podem aparecer em muitos lugares: pele, articulações, olhos, boca, rins, pulmões. Por isso o diagnóstico exige método, e o acompanhamento exige alguém que olhe para o todo. É a área central da minha atuação.
Exame alterado, como FAN positivo, não é diagnóstico. É motivo para uma boa avaliação.

Condições autoimunes
- Lúpus eritematoso sistêmico
- Artrite reumatoide
- Síndrome de Sjögren
- Vasculites
- Esclerose sistêmica
- Miopatias inflamatórias
- Investigação de FAN e outros autoanticorpos alterados
Diagnóstico, controle e proteção de órgãos
A avaliação começa pela história e pelo exame físico detalhado, porque muitas doenças autoimunes têm sinais que o laboratório não mostra. Os exames confirmam a suspeita clínica e ajudam a medir a atividade da doença e o envolvimento de órgãos.
O tratamento busca controlar a atividade da doença com a menor dose eficaz, protegendo articulações, pele e órgãos internos. Quando há indicação de imunobiológicos, acompanho o paciente também no centro de infusão, uma área em que atuo no Hospital Moinhos de Vento.
O acompanhamento é contínuo, com retornos para ajustar o tratamento conforme a resposta, e inclui prevenção cardiovascular, saúde óssea e vacinação, que fazem parte do cuidado de quem convive com uma doença autoimune.
Perguntas que chegam ao consultório
FAN positivo significa que tenho lúpus?
Não. O FAN pode ser positivo em pessoas saudáveis e em várias outras situações. O diagnóstico de lúpus depende de sintomas, exame físico e um conjunto de critérios, avaliados por um reumatologista. Um FAN alterado é motivo para consulta, não para conclusão.
Doença autoimune tem cura?
A maioria é crônica, mas com tratamento adequado muitas entram em remissão, ou seja, ficam sem atividade, com o paciente levando a vida normalmente. O acompanhamento serve para manter esse controle ao longo do tempo.
O que são os imunobiológicos?
São medicamentos que agem em pontos específicos do sistema imunológico, usados em várias doenças autoimunes quando o tratamento inicial não é suficiente. A indicação é individualizada e o uso é acompanhado de perto, com exames periódicos.
Posso engravidar tendo uma doença autoimune?
Em muitos casos, sim, com planejamento: a doença deve estar controlada e as medicações revisadas antes da gestação. Esse planejamento é feito em consulta, em conjunto com o pré-natal.
Diagnóstico e conduta são sempre definidos em consulta, de forma individualizada.
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